Seu Toba: Desistir é para os fracos

As dificuldades aparentemente instransponíveis e a prosperidade sempre andaram lado a lado com a família Toba, mas eles jamais deixaram de lutar.

O 25º aniversário de casamento de Toshio e Midori Toba foi marcado pela consternação diante da perda de Chie, mãe de Toshio e Shigeko, a qual não havia resistido a uma pneumonia. Foi a primeira vez em tantos anos que os Toba pensaram em deixar tudo para trás e voltar para o Japão, mas Norio, o pai, sábio que era, resolveu fazer o mesmo caminho dos filhos e, aos 91 anos, desembarcou em terras brasileras.

Houve misto de tristeza e alegria, mas a brasilidade já fazia parte dos Toba, e Norio se viu muito bem recebido por aqui, algo inimaginável na longínqua e impessoal Terra do Sol Nascente.

Quem tirou muito proveito de toda a situação foi Tobinha, que não saía de perto do avô e tomava para si toda palavra de sabedoria que seu avô pronunciava.

Infelizmente a tristeza pela partida de Chie refletiu nos restaurantes e os negócios passaram por maus bocados. Vendo tal situação, Tobinha se viu em uma sinuca de bico, e não sabia se deixava o lava rápido para ajudar seu pai e tio, ou se tentava auxiliá-los como pudesse, mas sem deixar seus negócios. Foi somente após muita reflexão e aconselhamento com o sábio avô Toba que Hideki teve firmeza para tomar decisão de sua vida. Tobinha vendeu o lava rápido e investiparte do dinheiro para ajudar seu pai e tio e, de quebra, tornar-se sócio dos irmãos, que já não apresentavam toda a vitalidade de outrora.

Foram tempos difíceis, mas a honestidade e perseverança, conta Seu toba, surtiram efeito. Os restaurantes da família Toba voltaram a ser um sucesso. Finalmente os Toba tinham projeção em nível estadual. Eram uma referência em cozinha japonesa em todo o Estado e entrevistas com os membros da família, que administravam e tomavam conta da cozinha, eram concorridas por canais de TV, revistas, jornais e todo meio de comunicação que se pudesse imaginar.

Os Toba eram definitivamente uma família em evidência. Toda a sua simpatia, simplicidade e serenidade cativava cada dia mais as pessoas e Tobinha, de longe o Toba mais requisitado, fora eleito pelos familiares o porta-voz oficial do clã.

A Vida de “Seu Toba”

Hideki Toba, ou simplesmente “Seu Toba”, é um japonês de Osaka que se mudou com a família para o Brasil ainda muito jovem. Muito aventureiros, os Toba resolveram deixar tudo para trás e desembarcaram no Brasil após Toshio, o patriarca, decidir que queria viver com sua família em terras mais quentes, alegres e despreocupadas.

“O começo, como é para todo estrangeiro – conta Seu Toba -, foi muito duro”. Havia a dificuldade de língua, o choque cultural, e não havia uma boa renda, embora seu pai tivesse planejado e economizado durante um bom tempo antes que pudessem se mudar. Um simples restaurante de comida japonesa e aulas de caratê em um salão alugado ao lado de casa ajudaram a garantir aos Toba uma vida sem ostentação.

Após quase cinco anos morando no Brasil e muitas dificuldades superadas, os Toba finalmente estavam bem estabelecidos e tinham até feito vários amigos brasileiros. Foi quando Toshio, o pai, e Dona Midori Toba, a mãe, resolveram que os Toba teriam o primeiro filho nipo-brasileiro. À época do nascimento de Tomiko, Hideki e sua irmã Shizuka já tinham 11 e 9 anos, respectivamente. “A chegada do bebê – lembra Seu Toba – foi motivo de regozijo.”

Radiantes com a chegada do bebê e a próspera nova vida em terras brasileiras, os Toba tinham planos para continuar a expandir os negócios e pretendiam abrir outro restaurante em uma cidade vizinha, pois Shigeko, o irmão mais velho de Toshio, resolvera vir para o Brasil e trazia consigo um considerável montante de dinheiro para melhorar a estrutura do restaurante que já existia e abrir outro.

E foi exatamente após a chegada do tio Shigeko que o jovem “Tobinha”, como era conhecido na pequena cidade onde morava, começou a despontar como um rapaz de muito valor. A educação rígida e a seriedade que tinha para com seus afazeres levaram o jovem Toba a assumir responsabilidades cada vez maiores nos negócios.

Os negócios íam bem, Tobinha estava se tornando um homem e não queria mais trabalhar no restaurante da família. Havia economizado o máximo que podia e, após alguns anos de vida frugal, como aprendeu desde cedo, Hideki alugou um galpão no bairro vizinho e abriu o “Lava Rápido Toba”. Foi um sucesso imediato. Comunicador de habilidade incomum, Tobinha era conhecido de todos, e o seu negócio não demorou muito a prosperar. Aos finais de semana, pessoas de cidades vizinhas que estavam a passeio aproveitavam para almoçar no restaurante dos Toba, e Hideki, esperto que era, lhes oferecia um bom desconto para que lavassem seus carros. Não havia quem não apreciasse a eficiência do promissor empreendedor de apenas 19 anos.

Pouco mais de um ano após abrir seu próprio negócio, todos levavam seu carro no “Tobinha” para aquela bela lavada semanal. O lava-rápido havia se tornado parada obrigatória de todos os apaixonados por veículos da cidade.

É uma pena que nem tudo tenha dado certo, pois foi às vésperas do 25º aniversário de casamento de Toshio e Midori, um triste acontecimento mudou para sempre a vida dos Toba.

Pesar

Cultivo sonhos para despedaçá-los

Varro os cacos para debaixo do tapete

Vejo os entristecidos olhos marejados

E faço troça dos sentimentos feridos.

 

Vivo à espera da morte

Morro sem esperança de vida

Agonizo no calor do frio

Com abutres me lambendo as feridas.

 

 

As linhas acima não querem dizer nada. Não estou lamentando e nem pretendo morrer. Escrevi as palavras mais tristes que me vieram à cabeça. Cada um interpreta aquilo que lê de acordo com a receptividade do seu cérebro aos pensamentos alheios expressos em palavras desconexas.

O problema não é você, somos nós!

Tem muita coisa que me irrita, mas falta de educação no trânsito é a pior nos dias atuais. Eu não sei qual é a função dos centros de formação de condutores e da polícia de trânsito.

O povo douradense é extremamente mal educado ao volante. Eu não vou dizer que sou o motorista perfeito, mas tento respeitar ao máximo as leis de trânsito. E não falo somente de motoristas de carros. Refiro-me a estes, aos motociclistas, ao ciclistas e aos pedestres. Todos são muito folgados.

A toda hora vemos um motorista falando ao celular, motocilistas e ciclistas costurando entre carros, pedestres atravessando fora da faixa, conversões repentinas (sem o uso de setas), donos da rua que não conseguem recolher seu veículo para a faixa da direita a fim de permitir uma ultrapassagem, etc.

Tudo isso me irrita, mas outra coisa que tenho visto em demasia ultuimamente, e até tenho constantes conversas com a excelentíssima minha mãe, visando conscientizá-la de fazer a sua parte, é o fato de estacionar em locais impróprios ou posicionamento incorreto do veículo. Tia Inês é campeã no quesito desrespeito à distancia máxima que um veículo deve ficar da sarjeta, e figura entre as primeiras nos quesitos estacionar em frente a garagens, parar o carro em vagas para deficientes e em frente a hidrantes.

Se fosse só ela, eu estaria feliz, mas MUITA gente faz isso. MUITA. As alegações mais recorrentes são pressa e “ninguém vai estacionar aqui mesmo”. Claro que não, já tem um carro na vaga do deficiente.

Outra que me faz ter vontade de espancar o motorista desrespeitoso é quando ele estaciona deliberadamente em locar com guia rebaixada, destinada a acesso de cadeirantes. É provável que não haja ninguém em suas família que tenha algum tipo de necessidade especial pois, se houvesse, eles considerariam e até tentariam respeitar aqueles cujas vagas e acessos ainda são muito escassos.

Caros seres humanos, seres que causam acidentes, matam e morrem, por favor, sejam prudentes no trânsito. Façam com que o processo de locomoção seja sempre seguro e tranquilo. Respeitem sua vida e a vida alheia. Não me matem de ataque cardíaco.

Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio 2011

How long, how long vou esperar? Muito tempo. É isso o que muitos dos fãs brasileiros de Red Hot Chili Peppers devem estar pensando esta noite. Tenho certeza que muitos tiveram problemas para dormir hoje depois de tantos anos de espera pela confirmação de um show do quarteto californiano em terras tupiniquins.

A banda formada por Anthony Kiedis (vocais), Balzary “Flea” (baixo), Chad Smith (bateria) e Josh Klinghoffer (guitarra) finalmente vai dar o ar da graça por aqui, alegrando a vida de gente como este que vos escreve e que esperará ansiosamente para poder comprar o ingresso do segundo dia do evento, em 24 de setembro de 2011.

Os caras deverão lançar, ainda no ano que vem, um álbum de inéditas, e devem ter um repertório muito vasto pois,  se tinham aproximadamente 100 canções para Stadium Arcadium e acabaram lançando 28, pode-se imaginar o quanto devem ter produzido nesse últimos tempos.

Gostaria de ver, é claro, John Frusciante no palco, mas não se pode ter tudo. Já estou contente por demais sabendo que os Chili Peppers virão ao Brasil e, melhor que isso, eu estarei lá vendo os caras! Cantando todas as novas e velhas canções depois de milênios de espera.

É só esperar e aproveitar “até o talo”, segundo o ícone da comunicação chamado Paulo Jalasca.

Tchau

Fonte: G1

Majestoso – aula de futebol

Já fazia alguns meses que eu não via o Corinthians jogar uma partida tão boa, e contra um adversário tão qualificado, apesar dos desfalques. São Paulo x Corinthians, uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro, foi uma demonstração de como deve ser uma partida de futebol de verdade, com ataques rápidos, meios-de-campo inteligentes e goleiros muito inspirados.

O placar do jogo não importa aqui. Eu quero é falar sobre todos os ingredientes que compuseram o belo espetáculo protagonizado pelas estrelas de duas das maiores torcidas do Brasil. Foi lindo, desde o início até o final. Ambos os times se alternando nas idas ao ataque, chutes de fora da área, Fernandão voltando para organizar a saída de bola, dando lindos passes de efeito de um lado para o outro. Nem parecia que eu estava vendo um jogo de futebol dos anos 2000.

Devo confessar que, mesmo sendo corintiano, esperava que Fernandão fizesse o seu gol para premiar a bela atuação que teve no primeiro tempo. Esse é o melhor exemplo de atacante que perde a velocidade característica da juventude a compensa com muitos passes de qualidade e jogadas que só os melhores jogadores sabem fazer.

Do outro lado, no ataque alvinegro, tínhamos uma mistura de experiência e juventude, mas não foi o maior artilheiro de todas as copas quem brilhou. Visivelmente fora de forma, Ronaldo esteve razoavelmente bem do jogo, chamou faltas e ainda participou do belo gol de Dentinho, que foi belo por conta da jogada iniciada pelo próprio jovem, que ainda contou com Ronaldo e entrada fulminante do excelente lateral Alessandro.

Alessandro tem sido um dos jogadores mais acionados no Corinthians e, consequentemente erra mais que os outros, porém, quando acerta, faz lindas jogadas como as que tem feito. Quem tem Alessandro pela direita e Roberto Carlos pela esquerda é feliz.

Os maiores salários num time de futebol geralmente estão no ataque, mas é o meio dos dois times que me encanta. Um deles é um jovem que brilhou na Copa São Paulo de 2010. Casemiro é o nome do rapaz. Tem todo o talento para vir a vestir a camisa da seleção e não largar mais. Marca com muita precisão, sabe sair jogando e tem uma finalização de fora da área que é de dar inveja a muitos. Se o São Paulo tem Casemiro, o Corinthians tem Jucilei. Um monstro no meio de campo. Rouba a bola como poucos, defende, organiza o meio, sai jogando com velocidade, atua pelas alas e ainda finaliza de dentro e fora da área, sempre vindo de trás, surpreendendo quem se defende. Não é à toa que foi convocado duas vezes para defender a seleção brasileira.

Outros dois grandes personagens do jogo de 7 de novembro de 2010 foram o mais experiente e vencedor jogador são-paulino e o novo herói da Fiel. É, os goleiros deram um show à parte na tarde de domingo. Belas defesas de ambos os lados, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, garantiram o destaque de Rogério Ceni e Júlio César, que mostraram toda a sua habilidade, ou quase toda, pois Rogério não bateu nenhuma das suas faltas.

Outro personagem que deu ânimo ao jogo, ao ter entrado no segundo tempo, foi Ilsinho. Não contente por estar perdendo depois de belo gol de Elias em entrada pela direita ainda no primeiro tempo, o lateral/ala/ponta tricolor utilizou a mesma faixa do gramado para pedalar, dar um elástico, quase dar o empate ao São Paulo e arrancar aplausos de Roberto Carlos. Não compensa falar sobre suas jogadas violentas. É melhor falar sobre o que ele melhor fez durante o jogo. E fez muito bem, pois a sua velocidade e habilidade deram novo gás à partida.

Dentinho não só pode como deve ser citado duas vezes. Ele foi o responsável pelo lance mais polêmico depois do jogo, ao dar um passe de letra para Ronaldo, o qual entregou a bola a Paulinho que, com calma, passou o azeite na esfera e a entregou para que Alessandro, sempre ele, encontrasse Dentinho livre de marcação na área para, na sua volta como titular, ser agraciado e presentear o torcedor presente com um gol que selaria a vitória corintiana, fazendo com que a torcida tricolor, que jamais deixou de cantar e apoiar o seu time, começasse a deixar as dependências do Estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Brasil, um país de…

Brasileiro que se acha elite e mora no Sul/Sudeste é um ser muito filho da puta estranho mesmo. Nunca se preocupou com política, elegeu Lula, sempre foi passar as férias nas belas praias do Nordeste, twitta sobre a preservação da Amazônia, ouve Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Morais Moreira, Alceu Valença e outros, e ainda se acha no direito de dar status de lixo aos que vêm do Norte.

Se não fossem esses seres trabalhadores, muita gente no Sudeste não existiria, e eu seria um deles; muita gente penaria para conseguir onde morar; não teriam domésticas, porteiros, e outros tantos trabalhos tão dignos quanto os daqueles que se julgam superiores por terem nascido numa região politica e historicamente mais favorecida.

Só sabe o que se passa nos Estados mais pobres quem conhece a realidade local, e julgar a civilidade de cada um baseado no voto, é a forma mais justa de mensurar o quão civilizado ou politizado é o nortista ou nordestino. A realidade lá é muito diferente daquela enfrentada no Sul e Sudeste (atenção para o fato de todos terem simplesmente ignorado o Centro Oeste, inclusive este que vos escreve). O Centro-Sul (sejamos justos e coloquemos o Centro Oeste na conversa) do Brasil é mais desenvolvido, industralizado, com melhores índices sociais e economicamente superatvitário. O oposto das regiões Norte e Nordeste.

Não se pode dividir o Brasil em dois e botar a culpa pela derrota de um ou outro na população menos favorecida em quase todos os aspectos. Digo quase todos os aspectos porque o nortista/nordestino é humilde, acolhedor, alegre, resiliente, criativo, engraçado, rico em cultura e muito, mas muito brasileiro. São muito mais brasileiros que os que se julgam superiores e dizem que querem morar fora porque o Brasil é um país pobre, subdesenvolvido, que nunca irá pra frente. Se o Brasil não é o melhor país do mundo, é por culpa da elite que não lutou por melhores condições de todos, e não daqueles que são historicamente desfavorecidos.

É muito fácil botar a culpa nos outros pela sua omissão, virar as costas, passar uma temporada vivendo na decadente Europa ou no não menos decadente EUA e voltar uma temporada depois achando que é melhor que os outros por ter aprendido mal e mal uma língua diferente da portuguesa.

Para o Brasil crescer, o povo brasileiro precisa crescer junto, e não depositar suas frustrações sobre aqueles que nem fazem tanta diferença numericamente falando, pois a maior concentração de brasileiros está no Centro-Sul do Brasil, e não no Norte e Nordeste.

Aqui, faz a diferença quem mexe a bunda, e não quem acusa o outro pelo seu próprio insucesso.

Antes de ir, deixarei alguns nomes de expoentes nordestinos de sucesso: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Chico Anysio, Tom Cavalcante, Ivete Sangallo, Pitty, os vários citados no começo do texto, e tantos outros que nem consigo lembra, pois são muitos.

Antes de ofender milhões de pessoas por conta da sua mentalidade tacanha, pare, pense e olhe pra dentro de si, pois julgar os outros é julgar a si mesmo.

Tchau.